CPES participa no “Encontro Ciência 2017”

Inscrever-se

O Ciência 2017 é o encontro anual da comunidade científica e tecnológica em Portugal. O CPES foi convidado a participar através da apresentação de trabalhos representativos da investigação realizada ou em curso.

Irão ser apresentadas comunicações sobre investigações, com a referência aos projetos em desenvolvimento inseridos respetivamente, no Programa de Investigação do CPES sobre os Impactos do Tempo: “Configurações do Tempo e do Espaço em Expressões Culturais”, por Salomé Marivoet; RG1: “Diversidade, Identidades e Desenvolvimento – Modelos de Mensuração do Desenvolvimento Humano Sustentável e de Fluxos Migratórios”, por Manuel de Azevedo Antunes; e RG2: “Inovação e Sustentabilidade em Economia e Gestão das Organizações – Metodologias de Avaliação do Acesso Sustentável à Riqueza na Emergente Sociedade do Conhecimento”, por Artur Parreira e Ana Lorga da Silva.

Os investigadores PhD do CPES também estarão presentes no evento, através da apresentação de 4 posters digitais, com a divulgação dos resultados das investigações de doutoramento. As respetivas submissões estão a decorrer até ao dia 20 de Junho.

O Ciência 2017 terá lugar no Centro de Congressos de Lisboa, entre os dias 3 e 5 de Julho. A entrada é livre, porém sujeita a inscrição.

Comunicação 1

Configurações do Tempo e do Espaço em Expressões Culturais

Salomé Marivoet(CPES-ULHT, Lisboa)
Autor

Resumo

A temática em análise decorre de estudos realizados na área disciplinar da Sociologia da Cultura, cujos resultados suscitaram o interesse, entre outros estudos em curso, na criação do Programa de Investigação do CPES, dedicado ao estudo dos “Impactos Sociais e Económicos da Gestão do Tempo nas Práticas Profissionais e de Lazer, no Contexto de Globalização das Sociedades Contemporâneas”. A análise das expressões culturais de um tempo, enquanto construções sociais, quer ao nível da sua produção quer da sua apropriação, apresenta enormes potencialidades para a compreensão do devir ou mudança social (Marcuse, 2007), neste caso das representações e apropriações do tempo e do espaço.

Para a problematização da temática em análise, partimos então dos resultados de uma investigação realizada sobre a arte, em particular a pintura (Marivoet, 2016a), e uma outra sobre os mega-eventos de futebol (Marivoet, 2006a; 2016b). As conclusões de ambos os estudos apontam para uma separação entre o tempo e o espaço na produção, envolvimento ou apropriação do público dos fenómenos culturais em análise, assumindo o ‘tempo’ diferentes ritmos ou cadências, e o ‘espaço’, diferentes palcos ou planos do real.

No estudo de caso sobre as manifestações artísticas, realça-se a representação pictórica do real na pintura de Mark Rothko e o plano de imanência na apropriação da obra de arte pelo público, na aceção de Deleuze (1995), numa confrontação com as novas formas artísticas da designada pós-arte (Kuspit, 2004). No segundo estudo, destaca-se a construção do mega-espectáculo desportivo como expressão do glocal, da cidadania mediatizada (Horne & Manzenreiter, 2006; Roche, 2000), e da revalidação do simbólico na expressão existencial das sociedades contemporâneas (Marivoet, 2006b).


Comunicação 2

Diversidade, Identidades e Desenvolvimento – Modelos de Mensuração do Desenvolvimento Humano Sustentável e de Fluxos Migratórios

Manuel de Azevedo Antunes (CPES-ULHT, Lisboa)
Autor

Resumo

O projeto enquadra-se na investigação em curso do Grupo de Investigação do CPES dedicado às problemáticas da “Diversidade, Identidades e Desenvolvimento”.

O PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, em 1990, criou o Índice de Desenvolvimento Humano. Este indicador representou um passo importante na compreensão do que se entende por desenvolvimento, e como este se manifesta ao nível mundial e nos diferentes países, constituindo-se como uma alternativa ao indicador do PIB, cuja leitura da realidade se torna simplificada ou restrita à dimensão económica. Entretanto, outros aspetos da problemática do desenvolvimento se foram equacionando, nomeadamente ao nível da sustentabilidade.

No âmbito da investigação do Centro, construímos e testámos em estudo anterior, o Índice de Desenvolvimento Humano Sustentável (Antunes, 2010). Este índice assume uma especial relevância no estudo dos fluxos migratórios, dada a atração de população migrante pelos países detentores dos níveis mais elevados. Assim, para o estudo dos fluxos migratórios, considera-se importante que, para além dos modelos explicativos existentes, nomeadamente os baseados no princípio gravitacional inspirado em Newton (Ravenstein, 1885), se procure um novo modelo fundado nos princípios da relatividade de Einstein, com a deformação multivariada do espaço-tempo, sendo este um dos objetivos da nossa análise no presente estudo.


Comunicação 3

Inovação e Sustentabilidade em Economia e Gestão das Organizações– Metodologias de Avaliação do Acesso Sustentável à Riqueza na Emergente Sociedade do Conhecimento

Artur Parreira e Ana Lorga da Silva (CPES-ULHT, Lisboa)
Autor

Resumo

O projeto enquadra-se na investigação em curso do Grupo de Investigação do CPES, dedicado às problemáticas da “Inovação e Sustentabilidade em Economia e Gestão das Organizações”.

Decorrente de anteriores investigações (Parreira, Silva & Rego, 2016), o presente projeto tem por objetivo o aprofundamento da fundamentação teórica da temática da sustentabilidade, enquanto realidade multifacetada e complexa, o projeto estrutura-se em dois subprojetos interligados, que exploram dois temas fundamentais para a gestão da sustentabilidade dos sistemas humanos.

Um primeiro, dirigido à construção de metodologias e instrumentos de avaliação da sustentabilidade, com foco em microssistemas como o indivíduo e a família, assim como o seu contexto de suporte (Oliveira Filho, 2004; Pestana & Parreira, 2016). Um segundo, dirigido à análise dos fatores de acesso à riqueza dos indivíduos e famílias nas sociedades contemporâneas, em particular o emprego e as vias complementares ou alternativas de rendimento, bem como a análise e avaliação das ameaças à sustentabilidade e aos sistemas de suporte. A metodologia de investigação articula a dimensão qualitativa (grupo focal) e a quantitativa (inquérito por questionário).